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UnComfortablyNumb

''Tente mover o mundo - o primeiro passo será mover se a si mesmo'' Platão

UnComfortablyNumb

''Tente mover o mundo - o primeiro passo será mover se a si mesmo'' Platão

30
Jul18

...

o teu beijo é a chama que aquece,

o teu toque a brisa que arrepia,

tu és o oxigénio que me faz sentir viva e dá vida.

és as descargas de adrenalina e o ansiolítico

és motivo de fúrias e sorrisos, de lágrimas e beijos

és o fantasma que não consigo enterrar

és a memória que peço para ser presente

és o passado que podia ter sido futuro

mas que se resumiu a um eterno «se»

 

 

18
Mar18

...

E agora sinto

que tu já te tinhas despedido, sem eu me aperceber.

que tu já tinhas decidido acabar por ali, o que já não tinha continuação.

que tu já deixaste para trás o que devia ter ficado há muito.

que tu, também, sentiste um futuro próximo no qual não estávamos incluídos. 

22
Fev18

Sim tu!

Sim tu!

Porque decidiste voltar, se não era para ficar?

Porque voltaste a ir embora sem te justificar?

Porque te afastas, de quem te quiseste aproximar?

Sim tu!

Que achas que podes fazer-me apegar e ir-te embora.

Que achas que podes fazer-me sorrir e logo a seguir chorar.

Que achas que podes ouvir a mesma música mas fazes questão de não dançar o mesmo compasso.

Sim tu! Falo de ti!

De quem voltou de forma tão aleatória como se foi.

De quem me mergulhou nos clichés mas se esqueceu de avisar que tinha que vir à tona respirar.

De quem teve duas oportunidades e não as soube usar.

Sim tu!

És o perfeito exemplo que nada do passado deve voltar.

És o perfeito exemplo que não há segundas oportunidades.

És o perfeito exemplo de quem perde muito por não saber o que quer.

 

22
Fev18

!!

Somos o passado que reencontrou o caminho de regresso. O nada que nunca foi nada, e o tudo que nunca foi tudo.

Somos o resumo de noites a olhar as estrelas em ecrãs gigantes, resumidas a olhares e sorrisos entre nós.

Somos poesia em rascunho e interpretada em belas letras melódicas.

Somos  o incerto, mas provavelmente o amanhã.

01
Jun17

A dispersão é o fenómeno dominante

 

E chega-se aos 20! Duas décadas, como alguns gostam de se referir! Um dia de festejo, 365 dias de problemas existenciais: Onde se questiona o que se fez até aí, o que se conquistou e o que falta realizar.

E na verdade parece tudo igual, que nada mudou, apenas passou o tempo e tudo continua ligeiramente no mesmo sitio.

Mas na realidade esse ligeiro movimento do universo, segue a teoria do caos.

A pouco e pouco os fins de semana ficam sem amigos, a dispersão é o fenómeno dominante. Pouco vão sendo os que restam. E aí te imaginas nos 30, onde estão os amigos da adolescência? Já não estão? Talvez tenham acabado por encontrar novos amigos, pessoas com quem partilhem os mesmo interesses, e até a mesma futura profissão.

Os jantares de amigos servem apenas para relembrar bons tempos, e são o único esforço que se faz durante algum tempo para se manter o que resta.

Porque deixou, por algum motivo, de investir no que se investiu durante tantos anos, porque o desinteresse veio ao de cima ou porque deixou de haver utilidade....

13
Out16

Entre parênteses curvos

 

 

 

(e afinal, descobres que apenas te enganavas a ti próprio. Quando dizias que já não havia nada, o tudo estava a expandir-se. Alimentava-se de cada sorriso, suspirava em cada pestanejar.

Mesmo não querendo estavas a voltar a acreditar, não nele, em vós! E por mais impossível que isso parecesse, parecia que alguém queria. )

Aiii, como eu temia isto, como eu temia que o teu ocasional calor me voltasse para assombrar. Que me voltasse a fazer querer o que já sabia não funcionar. Que me voltasse o desejo constante do raro beijo teu.

Pedia só uma escala temporal diferente, ou simplesmente conhecer-te numa outra vida....

 

 

 

21
Set16

...

 

Cansei. Cansei de tentar algo que já não dá. Cansei de esperar algo de alguém, que por algo ou alguém já não tem para dar. Cansei-me de decepções. De amigos ausentes. De amizades suspensas no tempo.

Estou tristemente entorpecida, mas demasiado lúcida para me esforçar. Esforçar-me por algo que o desinteresse erudiu. E que uma das partes não se esforçou por conservar.

Sabes amiga, nunca fui boa a correr! Ou melhor odeio correr, principalmente atrás de quem se recusa a ser apanhado. Sabes, quem dá também precisa de receber. Mas não te queixes quando a total indiferença se instalar, e eu aprender  a correr para o outro lado.

13
Set16

REDE

 

E tudo acontece demasiado rápido! Tão rápido que é difícil perceber o que nos envolve, o que faz com que  se torne incrivelmente difícil de perceber o se quer.

Pedes tempo, mas não to dão! Estamos demasiados conectados, para quebrar a corrente, e para negar o sistema.

O sistema domina-te e torna-se viciante, sair dele é quase um acto de coragem.

Tudo foi tornado demasiado efémero por ele. Já não há qualquer problema em perder, porque tão rápido se volta a ganhar.

Perdeu-se a intensidade que apaixona e o calor que apega. O polegar começa a ficar dorido de pressionar o ''enviar''. E tudo se resume a isso.

As trocas de olhares viraram onlines coincidentes. As sonoridades envergonhadas, tornaram-se olás confiantes.

Mas em pouco tempo também tudo vira estranho, conclui-se que nunca se conheceu na realidade.

Mas a cadeia continua, o sistema não cai, apenas falha mais uma vez.

Tu queres encontrar o teu nirvana, mas impedem-te vezes sem conta, e sem estares preparado convidam-te a entrar de novo.

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